terça-feira, 23 de agosto de 2016

O centro de Lima, no Peru

Faz 7 meses que moramos aqui e andei relutando em escrever sobre o centro até ter uma opinião mais formada sobre o assunto. Só que decidi que, se vou esperar a formar uma opinião só, não irei escrever nunca jamais. Então resolvi escrever sobre o centro de Lima bi, ou seja, sobre os dois lados da moeda, o que gosto e o que não gosto. Pretendo ir mais vezes lá e acrescentar cositas que for encontrando para enriquecer a lista de lados opostos da mesma coisa. Eis, com vocês, o centrão. 


centro da capital do peru lima com crianças catacumbas


O QUE VALE A VISITA NO CENTRO DE LIMA


Catacumbas: ir ao centro e não ir às catacumbas é imperdoável. Não porque eu goste de caveiras, mas porque nesta visita você aprende muito sobre a historia da cidade e paga apenas US$3. Faça perguntas à guia, normalmente são todas simpáticas e com muita boa vontade de explicar. Para saber mais detalhes, clique aqui.

Casa de la Literatura Peruana: museu simples mas simpático, próximo às Catacumbas. Vale dar uma "passada" para conhecer. Confira a página antes porque sempre tem atividades por lá.


Mercado Central: para conhecer como são os mercados de Lima, visita cultural, beeeeem cultural. Veja abaixo o lado "b" da visita.

O QUE É PERDÍVEL NO CENTRO DE LIMA? Ou seja, o que é "deixa pra próxima ou, faça só se der, ou não faça de jeito nenhum?"


Mercado Central: já disse que, culturalmente, é legal visitar o mercado mas, para mim, vale apenas pela cultura mesmo. O cheiro do lado de fora do mercado é um horror. Não sei se é esgoto, se é das carnes, se é do lixo, mas sentindo o fedor horrendo que tem do lado de fora, é muito difícil ter vontade de entrar. Eu venci o medo do cheiro um dia porque eu queria muito comprar algo que me disseram que só tinha lá dentro, então fechei o nariz e fui. Lá dentro não tinha fedor, o que foi um alívio. O que tem para comprar lá dentro: carnes, frutas, verduras, plásticos, queijos, sacolas, artigos de festa, enfim, de tudo um pouco. Mas não tem negociação, o pessoal é ruim de barganha aqui. Tentei comprar umas sacolinhas e só vendem o cento, não teve jeito, não consegui comprar 50, só vendiam 100. Vai entender..... E olha que eu nem estava pedindo para baixar o preço, só a quantidade. E sobre as proteínas, prefiro nem opinar, porque tenho certeza que imagens valem mais do que palavras. Atentem para a conservação dos futuros alimentos e dos materiais em volta e concluam por aí.


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Bairro chinês: é uma quadra peatonal com desenhos chineses no chão, um portal chinês, restaurantes chineses, lojas e só. A comida, bem, digamos que não comi porque não sou o tipo de pessoa que gosta de conhecer o almoço e escolher pelo seu aspecto pré cozimento (veja abaixo). Mas meu marido chama de "iguarias", portanto, como há gosto para tudo, pode ser que seja de seu agrado. Para mim, não há nada imperdível aqui. O que, sim, recomendo muito, é que assinam ao vídeo aqui e depois escolham aonde comer. 


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Museu particular: este museu é a casa de uma família muito tradicional no País, cujos ascendentes eram braço direito do Governo. E é só. A casa até é bonitinha, mas quando você começa a pensar que tem que pagar US$ 10 para olhar um quarto, um banheiro, uma sala de jantar e, aliado, à isto, lembra que tudo aquilo foi recebido de graça pela família, com o esforço e trabalho do povo, termina concluindo que não vale a pena. A visita deveria ser gratuita, afinal, a casa foi recebida de presente do Governo e o mínimo que a família poderia fazer em troca de tantas "mordomias", seria permitir a visita gratuita. Na minha opinião, não vale a visita, há outras opções melhores para entender a historia limenha. 

Bar 


COMO CHEGAR???

De carro: use seu aplicativo preferido, coloque o cinto de segurança e vá com calma, paciência, paz e amor. O trânsito daqui é uma luta que você não quer entrar. Há vários estacionamentos, uns caindo aos pedaços, com carros praticamente empilhados e, com sorte, seu carro não sairá riscado de lá. Outros como os de redes, custam em torno de US$2 a hora. 

De ônibus: não tenho a menor ideia como ir de ônibus, mas parece ser uma excelente opção pois há corredores específicos para eles. 

De táxi: táxi de rua aqui em Lima eu não recomendo a não ser que você seja um expert em negociação e não tenha sotaque estrangeiro. Caso contrário, será certamente roubado pois não existe taxímetro e uma corrida de 1 dólar pode se transformar em uma de 30 dólares só porque você não fala limenho. Instale um aplicativo e vá com segurança até o centro. Melhor assim.

Já foi ao centro de Lima? Tem algo para compartilhar? Conta para mim, aqui abaixo. Obrigada.

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